quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Saudades

Nossa eu estava fazenda o jantar, bateu uma saudade das minhas filhas que chega doeu o coração; a expressão foi tão forte desse pobre coitado que não anda muito bem ultimamente, que não conseguiu segurar as lágrimas, estava fazendo um pirão de leite e aí me lembrei do mingau que fazia pra elas. Houve um tempo que elas eram minhas guardadinhas no meu ventre, não dividia com ninguém, depois nasceram, dividia com o pai, com os avós, com os tios, depois dividia com os amigos, depois com o marido, e uma também com a neta.
A vida é engraçada, eles crescem e como os passarinhos abandonam o ninho. Hoje sinto o que minha mãezinha sentiu, logo eu que fui a ultima, quando saí; ela ficou literalmente só com meu pai.
Eu toda feliz pra viver um sonho de amor, nem imaginava que ela chorava a minha falta.
Ser criança é tão bom para elas e para nós, mas nem elas; nem nós entendemos, elas querem crescer e se tornarem independentes, nós queremos que cresçam para o trabalho diminuir.
Olho ao lado, Alef meu garoto sentado montando robô com peças , nem imagina que logo, vou estar chorando saudosa de sua ausência, hoje faz um pouco de raiva, dá um pouco de trabalho, mas dividimos a mesma companhia, logo vai abandonar o ninho também, e, aí vai restar só lembranças
Hoje no final do dia estou assim, cheia de nostalgia...

Salvador,25 de janeiro de 2012

Arlete Azevedo

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